domingo, 8 de setembro de 2013

INAUGURAÇÃO DO MONUMENTO

"OS QUE TOMBARAM DEIXARAM EM ABERTO... UM VAZIO.”

Finalmente vai ser concretizado um sonho de todos nós, Combatentes – vai realizar-se a inauguração do Monumento aos Combatentes de Avintes.

A cerimónia terá lugar no dia 14 de Setembro, Sábado, e contará com a presença de várias entidades civis, militares e religiosas.

O programa é o seguinte:
10,00 Horas – Concentração junto ao Monumento;
10,30 Horas – Recepção dos convidados;
11,00 Horas – Cerimónia de Inauguração.

Depois de um trabalho longo devido a alguns problemas técnicos na feitura do Monumento, eis-nos quase chegados à conclusão deste objectivo.


Início do desaterro




Fazer o puzzle



Limpeza com jacto de areia



Colocação de cipestres

Colocação de relva


Quase pronto



sábado, 13 de julho de 2013

MONUMENTO - Começo da montagem

Finalmente começou a tornar-se realidade o sonho dos Combatentes. Está a ser montado o Monumento aos Combatentes.

Quinta-feira dia 11
O primeiro bloco a ser descarregado









Sexta-feira dia 12



O bloco tecnicamente mais complicado









Os artistas da montagem




terça-feira, 9 de abril de 2013

DIA DO COMBATENTE


DIA DO COMBATENTE 
O Dia do Combatente comemora-se hoje, 9 de Abril, por coincidir com o aniversário da Batalha de La Lys, que teve lugar em 1918, durante a Primeira Grande Guerra, e onde milhares de soldados portugueses perderam a vida.



A Batalha de La Lys, deu-se entre 9 e 29 de Abril de 1918, no vale da ribeira da La Lys, sector de Ypres, na região da Flandres, na Bélgica.
Nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da Batalha de Alcácer-Quibir, em 1578. 
A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros, entre as localidades de Gravelle e de Armentières, guarnecida pelo 11° Corpo Britânico, com cerca de 84 000 homens, entre os quais se compreendia a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20 000 homens, dos quais somente pouco mais de 15 000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo general Gomes da Costa. Esta linha viu-se impotente para sustentar o embate de oito divisões do 6º Exército Alemão, com cerca de 55 000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934). Essa ofensiva alemã, montada por Erich Ludendorff, ficou conhecida como ofensiva "Georgette" e visava à tomada de Calais e Boulogne-sur-Mer. As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, perderam cerca de 7500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja, mais de um terço dos efectivos, entre os quais 327 oficiais.




Entre as diversas razões para esta derrota tão evidente têm sido citadas, por diversos historiadores, as seguintes:
A revolução havida no mês de Dezembro de 1915, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Doutor Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo Partido Democrático.
A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos oficiais com experiência de guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.
Devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas pelas britânicas, o que provocou um grande desânimo nos soldados. Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.
O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídios.
O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que o usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.
O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à rectaguarda.
As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.
O resultado da batalha já era esperado por oficiais responsáveis dentro do CEP, Gomes da Costa e Sinel de Cordes, que por diversas vezes tinham comunicado ao governo português o estado calamitoso das tropas.
No entanto, é de realçar o facto de a ofensiva "Georgette" se tratar duma ofensiva já próxima do desespero, planeada pelo alto comando da Alemanha Imperial para causar a desorganização em profundidade da frente aliada antes da chegada das tropas norte-americanas, que nessa altura se encontravam prestes a embarcar ou já em trânsito para a Europa.
O objectivo do general Ludendorff no sector português consistia em atacar fortemente nos flancos do CEP, consciente que nesse caso os flancos das linhas portuguesa e britânica vizinha recuariam para o interior das suas zonas defensivas respectivas em vez de manterem uma frente coerente, abrindo assim uma larga passagem por onde a infantaria alemã se pudesse lançar. Coerente com essa táctica e para assegurar que os flancos do movimento alemão não ficassem desprotegidos, os estrategas alemães decidiram-se a simplesmente arrasar o sector português com a sua esmagadora superioridade em capacidade de fogo artilheiro (uma especialidade alemã), e deslocando para a ofensiva um grande número de efectivos como se explica acima, (nas palavras dos próprios: "Vamos abrir aqui um buraco e depois logo se vê!", o que também indicia o estado de espírito já desesperado do planeamento da ofensiva). Nestas condições, não surpreende a derrocada do CEP, que apesar de tudo resistiu como pôde atrasando o movimento alemão o suficiente para as reservas aliadas serem mobilizadas para tapar a brecha.
Esta resistência é geralmente pouco valorizada em face da derrota, mas caso esta não se tivesse verificado a frente aliada na zona poderia ter sido envolvida por um movimento de cerco em ambos os flancos pelo exército alemão, o que levaria ao seu colapso. Trata-se de uma batalha com muitos mitos em volta a distorcerem a percepção do realmente passado nesse dia 9 de Abril de 1916.
Uma situação análoga à da batalha de La Lys foi a da contra-ofensiva alemã nas Ardenas na parte final da Segunda Guerra Mundial (Batalha do Bulge), que merece comparação pelas semelhanças entre ambas. Novamente um exército aliado escasso para defender o sector atribuído (I Exército dos Estados Unidos da América), sujeito a uma ofensiva desesperada por parte do Alto Comando Alemão (OKW - Oberkommando der Wehrmacht), para desorganizar a frente aliada arrombando-a em profundidade, usando para o efeito quatro exércitos completos (dois blindados) para atacar no sector do I exército norte-americano. A consequência foi o colapso local da frente, com retirada desorganizada dos americanos e com milhares a serem feitos prisioneiros pelos alemães, contido depois com as reservas aliadas (incluindo forças sobreviventes da Batalha de Arnhem ainda em recuperação como a 101ª e a 82ª divisões aerotransportadas) e com o desvio de recursos de outros exércitos aliados nas regiões vizinhas (com destaque para o III Exército do general Patton), obrigando a passar duma situação de ofensiva geral aliada à defesa do sector das Ardenas a todo o custo. Os aliados só retomariam a iniciativa na frente ocidental passado mais de um mês.
Comparando-se ambas compreende-se melhor a derrocada das forças do CEP em La Lys.
A experiência do Corpo Expedicionário Português no campo de batalha ficou registada na publicação João Ninguém, soldado da Grande Guerra, com ilustrações e texto do capitão Menezes Ferreira.



O SOLDADO MILHÕES
Nesta batalha a 2ª Divisão do CEP foi completamente desbaratada, sacrificando-se nela muitas vidas, entre os mortos, feridos, desaparecidos e capturados como prisioneiros de guerra. No meio do caos, distinguiram-se vários homens, anónimos na sua maior parte. Porém, um nome ficou para a História, deturpado, mas sempiterno: o soldado Milhões.
De seu verdadeiro nome Aníbal Milhais, natural de Valongo, em Murça, viu-se sozinho na sua trincheira, apenas munido da sua menina, uma metralhadora Lewis, conhecida entre os lusos como a Luísa. Munido da coragem que só no campo de batalha é possível, enfrentou sozinho as colunas alemãs que se atravessaram no seu caminho, o que em último caso permitiu a retirada de vários soldados portugueses e britânicos para as posições defensivas da rectaguarda. Vagueando pelas trincheiras e campos, ora de ninguém ora ocupados pelos alemães, o soldado Milhões continuou ainda a fazer fogo esporádico, para o qual se valeu de cunhetes de balas que foi encontrando pelo caminho. Quatro dias depois do início da batalha, encontrou um major escocês, salvando-o de morrer afogado num pântano. Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do soldado transmontano.
Regressado a um acampamento português, um comandante saudou-o, dizendo o que ficaria para a História de Portugal, "Tu és Milhais, mas vales Milhões!". Foi o único soldado raso português da Primeira Guerra a ser condecorado com o Colar da Ordem da Torre e Espada, a mais alta condecoração existente no país.
(texto baseado na Wikipédia)

quinta-feira, 28 de março de 2013

SANTA PÁSCOA

Companheiros Combatentes de Avintes:
Nesta quadra Pascoal, faço votos para que o coelhinho da Páscoa vos encha a cesta de ovos mas recheados de PAZ e FELICIDADE.
Páscoa feliz.

terça-feira, 19 de março de 2013

DIA DO PAI

Companheiros, combatentes de Avintes.
Neste dia comemorativo do " Dia do Pai ", vamos, tambem nós que já somos pais e avós, ter um pensamento para com aqueles que na época da Guerra do Ultramar, muito sofreram por verem os seus filhos partirem sem um regresso assegurado.
para os companheiros que ainda os tem na sua companhia, digam-lhes só : PAI  AMO-TE.
Olhem para os seus cabelos grisalhos e tenham presente que por lá estão depositadas todas as lembranças das nossa infãncia.
Para os que já os viram partir, vamos rogar ao Senhor que lhes dê o eterno descanço e que a luz perpétua brilhe para o sempre na companhia dos Seus eleitos

                                         Parabens aos pais Avintenses

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

IN MEMORIAM - JOAQUIM DA COSTA GONÇALVES





JOAQUIM DA COSTA GONÇALVES - MOÇAMBIQUE - 1971/1973
Completam-se hoje quarenta anos da sua morte. 
No dia 2 de Janeiro de 1973 perdeu a vida, em combate em defesa da Pátria, em Moçambique, o Avintense JOAQUIM DA COSTA GONÇALVES. 
A sua morte aconteceu na estrada que liga Toma de Nairoto e o Luma. 
Pertenceu à Companhia de Caçadores 3310 do BCAÇ 3834.
Residia em Espinhaço e era conhecido como Quim Penetra. Está sepultado em Valbom. A mãe (a Ti Bira) vive em Soutulho .
No próximo Sábado, dia 5, será celebrada missa pela sua alma na Igreja Paroquial de Avintes.
PAZ À SUA ALMA


A respeito do Joaquim Gonçalves,  um seu camarada de armas, o Zé Cardoso, a residir actualmente nos Estados Unidos, escreveu o seguinte texto:
“Pouco na vida afecta o meu estado emocional tanto como as lembranças da nossa guerra. Raríssimos são os acontecimentos que me consternam, por vezes até às lágrimas, tanto quanto os que se relacionam com os nossos Camaradas de Guerra que por lá ficaram. E o Quim Gonçalves (lembro-me muito bem do Joaquim da Costa Gonçalves), o Básico, é um deles. 
Curiosamente, de todos os "Caídos," o "Guerrilheiro" ali dos lados das Taipas em Guimarães, o Zé Gonçalves de Lavra, Matosinhos e o "Básico" de Avintes, they all strike my memory in a very powerful way.
Mas é ao "Básico" que me refiro agora e, quem me dera ter o tempo necessário para o fazer adequadamente como o Quim Gonçalves o merecia.
Quero lembrar o seguinte:
O Básico era "a smart guy", como na gíria militar se dizia, "um reguila". E em nada me surpreende a afirmação do Moreira ao referir-se ao "escapanço" do Básico naquele fim-de-semana debaixo dos assentos do autocarro. Sei que ele era capaz de isso e muito mais.
Como eu era ali de Vila do Conde, o Básico via em mim um vizinho; e então vinha até mim, muitas vezes para desabafar, "na enfermaria" de Omar ou em Toma do Nairoto, falando das nossas terras e gente dos arredores do Porto. Todas as conversas acabavam referindo-se a uma filhita que tinha, cabelos pretos e compridos, cuja foto quase sempre trazia consigo. E várias vezes o ouvi, olhos embaciados, referindo-se àquela menina que, com uma muito indesejada ousadia, chegou a dizer-me tanto temer não voltar a ver.
Não estou em casa presentemente para o confirmar, mas creio ter fotos do Quim Gonçalves.
 Éramos jovens. Ele era o básico da companhia e não teria de "ir para o mato", o que lhe daria uma vantagem sobre nós, os operacionais. Portanto, assim lhe dizia eu muitas vezes: " não tenhas medo; claro que vais voltar a vê-la".
O Básico gostava muito de "imitar" o 1º. Sargento, aquele que esteve connosco em Pombal na Primavera de 2008.
Creio que era trolha de profissão. Não foi ele quem construiu em Toma do Nairoto aquele "monumento" da CCAÇ 3310 em que, após ter devotadamente posicionado um lugar a cada "Caído" que a Companhia tinha tido até então, teve a ousadia de deixar um lugar em "branco" e até sugerir a quem se destinava tal placa?  (!!). 





Não foi ele quem dirigiu as obras de construção, em blocos dos postos de sentinela em Toma do Nairoto? E quem não se lembra do destemido cantar do Básico (até as moscas fugiam!!!) que do fundo dos pulmões para bem longe sacudia a dor da ausência?




A nossa comissão, não houvera "mata bicho", terminaria em fins de Janeiro de 1973. Estaria quase a chegar ao fim e a minha promessa de que voltaria a ver a filhita que deixara para trás, tudo indicava, estaria prestes a cumprir-se. O Quim Gonçalves voltaria a casa e às suas gentes dos arredores do Porto. Mas... ai destino que és tão mau... o Quim também tinha em si uma boa dose de aventureiro e não queria regressar e acabar por contar histórias que outros contam. Ele seguia numa coluna de Toma de Nairoto para Luma com o objectivo de concluir obras no aquartelamento, na zona da cozinha. E foi então que as coisas se deram. O Básico, quem o diria, que procurara um pouquinho mais de segurança no último unimog da coluna… não voltaria a ver a menina dos seus olhos, aquela menina de poucos anitos e cabelos pretos e longos que ele adorava tanto”.









segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FELIZ 2013

Amigo Combatente:
Para o ano que ora entra, quero endereçar a todos vós e respectivas familias o meu veemente desejo de um Ano cheio de coisas boas.
Anunciam um ano dificil, mas, nós combatentes que já passamos por momentos dificilimos e já palmilhamos muitas "picadas" não nos deixaremos afectar com estas dificuldades, porque para nós combatentes;NÃO HÁ COISAS DIFICEIS NEM IMPOSSIVEIS, PORQUE OS SONHOS DE ONTEM, SÃO AS ESPERANÇAS DE HOJE E PODEM E DEVEM SER AS REALIDADES DE AMANHÃ.
Sejam Felizes
                                                 BOM ANO

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

SANTO E FELIZ NATAL

Amigos Combatentes;
Nesta quadra festiva, aqui fica um voto de esperança, Paz, felicidade e de irmandade.
Na hora de reflecção e agradecimento, pelas coisas boas que tivemos este ano, vamos ter um pensamento para com os companheiros combatentes já falecidos, mesmo sabendo o quanto è, e será, dificil prencher o vazio deixado em aberto nos  corações das suas familias , nas memórias de nós todos os combatentes e tambem no seio da comunidade Avintense, pelas suas partidas precoce ou tardia.
Rogamos ao Senhor que lhes dê o Eterno descanço e Paz às suas almas.
FELIZ NATAL

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

DIA DE FINADOS


Neste dia em que se celebra o Dia de Finados, curvemo-nos em memória dos nossos conterrâneos Combatentes que deram a sua vida pela Pátria durante a Guerra do Ultramar:
4 de Agosto de 1961 – Joaquim de Sousa Ferreira – morto em combate em Angola;
5 de Setembro de 1965 – José Rocha da Silva – morto em combate na Guiné;
23 de Junho de 1967 – Francisco Monteiro de Almeida – desaparecido em combate na Guiné;
20 de Outubro de 1968 – Manuel Ferreira de Almeida – morto em combate na Guiné;
1 de Julho de 1970 – António Manuel Ribeiro Ferreira – morto em combate em Moçambique;
17 de Dezembro de 1970 – José Francisco Campos Costa  – morto em combate em Moçambique;
15 de Julho de 1972 – Idílio da Costa Moreira – morto em acidente na Guiné;
26 de Setembro de 1972 – Joaquim da Costa Oliveira – morto em combate na Guiné;
2 de Janeiro de 1973 – Joaquim da Costa Gonçalves  – morto em combate em Moçambique;
10 de Julho de 1974 – António dos Santos Sousa – morto em acidente em Moçambique.
Uma recordação também para aqueles que regressaram da Guerra do Ultramar e que entretanto já partiram.
Repousem em Paz.
Joaquim de Sousa Ferreira

José Rocha da Silva
Francisco Monteiro Almeida
Manuel Ferreira Almeida

António Manuel Ribeiro Ferreira
José Francisco Campos Costa

Idílio da Costa Moreira
Joaquim da Costa Oliveira
Joaquim da Costa Gonçalves
António dos Santos Sousa

As cinzas do Francisco Monteiro Almeida repousam algures na Guiné;
O Joaquim da Costa Gonçalves está sepultado em Valbom;
Todos os outros estão sepultados em Avintes.