domingo, 28 de agosto de 2011

KITANGA NA FESTA DA BROA

Caros camarigos combatentes, já cá estamos
Teve inicio na passada Sexta-feira, a já tradicional Festa da Broa na freguesia de Avintes,tivemos um começo periclitante, muita azáfama, muito trabalho, muito stress, mas lá conseguimos.

Aspecto exterior - o arranque

O staf trabalhador, deu o seu melhor para termos uma Kitanga apresentável e conseguimos.
O Quininho e o Mota a tentarem montar um módulo do balcão - conseguiram

O Quininho, o Quim da Natália e o Mota - partde de uma grande equipa

O Zé Duarte e o Alfredo Adona - chefes de cozinha
Quero deixar um agradecimento ao Antero, Josué,Neca Mota,Quininho, Quim,ao Alfredo ao Fernando, à Eng.Domingas que foi simplesmente uma pessoa impecável, no trato, na amabilidade, enfim em tudo que nós precisamos para o embelezamento e harmonia do espaço, não esquecendo o Dr.Nuno Oliveira,presidente da Junta de Freguesia de Avintes que nos deu todo o seu apoio, a todos um bem hajam, porque a todos eles devemos este inicio do nosso grande projecto e temos de acreditar porque o "FUTURO PERTENCE ÀQUELES QUE ACREDITAM NA BELEZA DOS SEUS SONHOS": o nosso é o Monumento aos Combatentes.

O primeiro cliente pagando o primeiro fino servido na nossa "taberna"

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

AMIGO COMBATENTE

Venho mais uma vez,lembrar-vos que no próximo dia 26 ( sexta-feira ) do corrente mês de Agosto, tem inicio a já tradicional Festa da Broa de Avintes. Este ano, a festa tem a particularidade de nós Combatentes de Avintes estarmos lá com um pequeno stand onde iremos tentar vender umas "tapas", com vista a angariar fundos para fazermos o Monumento ao Combatente de Avintes, para perpetuar, não só as nossas campanhas em África, mas também para que toda uma freguesia preste homenagem a dez jovens que em plena flor da idade perderam a vida pela Pátria em terras africanas. Camarigos Combatentes, apelamos ao vosso sentimento de entreajuda militar para que com o vosso pequeno gesto "contributo" possamos dar inicio a esta tão grande empreitada e tenhamos presente camarigos que "QUALQUER GRANDE CAMINHADA, TEM INICIO NUM PEQUENO E PRIMEIRO PASSO".Acredita camarigo,que ao ires ao nosso stand,estarás a contribuir para que possamos legar aos vindouros uma parte da história e poderás dizer; EU FIZ PARTE DESTA EPOPEIA.Temos acima de tudo acreditar e ter Esperança, porque:SE NÃO HOUVESSE ESPERANÇA, NÃO ESTARÍAMOS AQUI A LUTAR POR ISTO A QUE NOS PROPUSEMOS; Camarigo, colabora e um bem hajam. a comissão

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

EFEMÉRIDE " 50 ANOS "

Para o Antero, um abraço e parabéns pela lembrança e postagem no nosso blog do aniversário do falecimento do 1º militar de Avintes que morreu em combate no fatídico dia 4 de Agosto do ano de 1961, em Angola, de nome JOAQUIM SOUSA FERREIRA. Triste sina, na força da sua juventude assim se desfez uma vida, um sonho, um futuro, uma esperança. Para nós combatentes, " Periquitos ", " Maçaricos " dizemos que o sangue derramado sobre as picadas e selvas africanas dos nossos camaradas mortos em combate, não foram em vão, pois dessas mortes nós tiramos ensinamentos para a nossa sobre vivência, por isso a nossa gratidão será eterna.Triste destino de toda uma geração que obrigada ou por opção lutaram por uma Pátria que há época ia do Minho até Timor.Fortes e abnegados, assim foi toda uma geração e que hoje infelizmente está votada ao ostracismo e desdém por quem manda, mas, está nas nossas mãos inverter toda esta situação e recuperar todo o orgulho e altruísmo que tínhamos e temos de dizer que fomos e somos COMBATENTES DO ULTRAMAR PORTUGUÊS.Podem dar benesses e medalhas a todos os que fugiram ao seu dever para com a Pátria, mas esses não podem dar aos vindouros o exemplo das suas vidas, enquanto nós sim, o melhor legado que lhes podemos dar é o exemplo das nossas vidas enquanto juventude sacrificada e massacrada, cumprimos o nosso dever com a Pátria.Para o JOAQUIM SOUSA FERREIRA, vão as nossas preces e orações e pedimos a DEUS que lhe dê o eterno descanso. A comissão

JOAQUIM DE SOUSA FERREIRA - 50 ANOS




JOAQUIM DE SOUSA FERREIRA - Completaram-se no passado dia 4 de Agosto, cinquenta anos da morte, em combate, do 1º Avintense na Guerra de África, em Angola.
Fez parte da CCaç 168/BCaç 159. Residia no Lugar de Espinhaço.
Está sepultado em Avintes.
PAZ À SUA ALMA.


domingo, 14 de agosto de 2011

FESTA DA BROA DE AVINTES - 2011




PARA CONHECIMENTO DE TODOS - Cópia de carta enviada
À Junta de Freguesia de Avintes
Rua da Escola Central
Avintes

Avintes, 13 de Agosto de 2011

Ilmos. Senhores,

A Associação de Combatentes de Avintes vem apresentar um agradecimento público à Junta de Freguesia de Avintes, na pessoa do seu Presidente Dr. Nuno Oliveira e restante elenco, pela forma aberta, cordial e satisfatória (para nós) de permitir que nós, Combatentes, participemos na tradicional Festa da Broa de Avintes 2011, com um pequeno stand, onde iremos tentar vender umas “tapas” com a finalidade de angariar fundos para podermos erigir o “Monumento aos Combatentes de Avintes”.
É com toda a justiça que dizemos muito obrigado, pois se é fácil dizer mal mesmo quando não está, também temos a obrigação e honestidade intelectual para publicamente divulgar as coisas boas efectuada por quem está à frente dos destinos da Junta. Para nós, esta acção só vem engrandecer quem a pratica, pois já vai sendo tempo de que, numa freguesia tão populosa e com tanta história como é Avintes, se projecte para o futuro e que se perpetue o sacrifício de toda uma geração de Avintenses, dos quais dez deram a vida ao defenderem o que na época era o Portugal “do Minho até Timor”.
Caros edis, nós Combatentes tomamos em mãos a edificação do monumento e realizar aquilo que para muitos era e é uma utopia, mas como Combatentes vamos dar força ao ditado que diz: “podemos e devemos fazer mais com menos” e imortalizar em granito a nossa força, porque aqueles que perderam a vida estavam na fase da vida em que a juventude que lhes foi roubada lhes fazia acreditar que os dias eram curtos e os anos eram longos e não puderam chegar à fase em que os anos são curtos e os dias são longos. Por eles e por nós renovamos os nossos agradecimentos e bem hajam!
A Associação de Combatentes.

domingo, 7 de agosto de 2011

SR. DO PALHEIRINHO



Companheiros combatentes, celebra-se hoje a grande festa do Sr. do Palheirinho, na nossa freguesia de Avintes. Festa que a nós combatentes nos diz muito, pois quase todos que passamos pelas campanhas de África e que nos momentos de reflexão e recolhimento Lhe pedimos que nos protegesse e guardasse de todos os perigos e que nesta altura nos fazia recordar todos os nossos familiares. Passo a transcrever do livro Avintes e .... a lenda:Conta a lenda que no ermo lugar de Rego Pinheiro, existia um palheiro onde vivia uma pobre e piedosa viúva. Foi para junto desta, que do lugar de Febros, veio a esposa de um abastado lavrador senhor das melhores ribeiras, junto ao rio Febros. Este vivia sempre com mesa farta, mas para os criados era visto como um grande sovina. Pelo contrário, a esposa era muito caritativa, tratava dos doentes e aos necessitados enchia-lhes a dispensa. Um dia o marido descobriu as actividades da esposa e tratando-a tão mal, levou a santa senhora a apanhar o que pode e ir para Rego Pinheiro ter com a conhecida viúva que vivia no palheiro. Continuando na prática do bem, as duas senhoras criaram uma fama de santidade tal, que levava a pedirem-lhes para que rezassem pelas almas, o que faziam de boa vontade, aceitando unicamente as esmolas oferecidas. Estas senhoras tinham vontade de mandar construir um pequeno templo. Quando viram amealhado o suficiente, com a ajuda de todos iniciou-se a construção do templo e uma pequena casa ao lado onde as duas senhoras passaram a viver. Mandaram fazer a imagem de Cristo crucificado, pela imagem do Senhor de Matosinhos, de quem eram muito devotas. A imagem de Cristo crucificado, colocada na capela, começou a ser conhecida por "SENHOR DO PALHEIRNHO2 por ter sido o palheiro a habitação e local de oração. Pedimos: QUE O AMOR DE DEUS ABENÇOE ESTE LOCAL.

domingo, 17 de julho de 2011

MULHERES VALOROSAS


Nunca deveremos esquecer as mulheres valorosas que nos deram sempre o seu apoio incondicional. Trata-se das enfermeiras pára-quedistas. As enfermeiras pára-quedistas que participaram na Guerra de África são:

 Capitão Enfermeira Pára-quedista, Eugénia Espírito Santo
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Francis Matias
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria de Lurdes Lobão
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria do Céu Esteves
Capitão Enfermeira Pára-quedista,Maria Ivone Reis
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria Manuela França
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria Natália Xavier
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria Rosa Mendes
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Mariana Gomes
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Antonieta Ribeiro
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Aura Teles
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Maria Arminda Santos
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Maria Zulmira André (*) falecida
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Maria Nazaré M. Andrade (*) falecida
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Amélia Reis Galvão (*) falecida
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Delfina Natividade Oliveira (*) falecida
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Ana Gertrudes Serrabulho
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Ana Maria Lemos
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Armandina Alferes Salgado
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Augusta Faustino Vieira
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Bernardo Vasconcelos
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Celeste Palma
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria de La Salete Lalli
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria de Lurdes Gravato
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria de Lurdes Mota
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria do Céu Policarpo
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria do Céu Matos Chaves
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Gracinda Rato
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Rosa Olivença
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Rosa Serra
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Dulce Baldroegas F. Rasgado
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Ercília da Conceição Pedro
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Júlia de Jesus Lemos
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Amália Reimão
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Aurelina Semedo
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Cristina Silva
2º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Giselda Pessoa
2º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria da Piedade Gouveia
2º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Emília Sousa
2º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Celeste Costa (*) falecida em combate)
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Maria de Lurdes Gomes
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Maria Natércia Neves
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Maria Soledade Guerreiro
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Octávia Fontes
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Silvina Pacheco 





quarta-feira, 13 de julho de 2011

AS MULHERES - A MINHA HOMENAGEM

Transcrição de um texto publicado pelo nosso amigo Mário Gualter Pinto:

Gostaria de deixar uma homenagem às muitas mulheres que não estiveram fisicamente na guerra em África, e que hoje sofrem psicologicamente os seus efeitos, porque vivem em “estado de guerra” há mais de 40 anos, por estarem unidas, casadas aos seus companheiros e maridos, na saúde e sobretudo na doença que o nosso Estado teima ou não quer reconhecer.
Falo de stress pós-traumático de que sofrem muitos dos ex-combatentes contagiando com a sua doença os seus familiares mais próximos; mulheres, filhos e netos que convivem em comunhão com a doença, sem ajuda, sem apoio, sem um único reconhecimento de quem o devia fazer por obrigação moral e patriótica.

Para todas estas mulheres valorosas o meu profundo agradecimento.

Mário Gualter Rodrigues Pinto, ex-Fur Mil Atirador da CART 2519 - "Os Morcegos de Mampatá" (Guiné - Buba, Aldeia Formosa e Mampatá - 1969/71),

domingo, 10 de julho de 2011

AVINTES


Caros companheiros, começo hoje a postar no nosso blog fotos de lugares emblemáticos de Avintes, e começo não por um lugar mas uma quadra que simboliza as gentes de Avintes e que se encontra na fachada do edificio da Junta de Freguesia;

terça-feira, 5 de julho de 2011

DESPERTAR

Camaradas, Ex-combatentes, reparo que o nosso blog está parado, há já algum tempo que nada é postado para ser lido pelos camarigos de Avintes. Faço um apelo a todos vós que nos mandem noticias para que possamos postar no blog, mandem histórias, mandem contos, mandem narrativas das vossas vivências em terras africanas, pois só assim srá possivel que este seja um local de convivio e alegria, onde por muito poucos que escrevam, sejam lidos por muitos. Um abraço e fico a aguardar noticias. Monteiro

terça-feira, 31 de maio de 2011

ESQUECIDOS PELA PÁTRIA

"ESQUECIDOS PELA PÁTRIA" - Não deixem de ver, amanhã, 4ª feira, logo depois do Telejornal. Não são só os de pele branca que ainda hoje sofrem as consequências da Guerra de África. Há muitos negros que combateram ao nosso lado e que a Pátria desprezou.
Programa LINHA DA FRENTE, na RTP 1

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A GUERRA DE ÁFRICA - PUBLICAÇÕES

“DIAS DE CORAGEM E DE AMIZADE”
Chega esta Quinta-feira, dia 26, às livrarias, o livro “Dias de Coragem e de Amizade”.

Este livro reúne o testemunho de 50 antigos Combatentes que contaram ao jornalista Nuno Tiago Pinto, as suas experiências mais marcantes, numa altura em que se celebram os 50 anos do início da Guerra de África.


“PICADAS E CAMINHOS DA VIDA NA GUINÉ”
Foi apresentado no passado dia 20, no Museu Militar do Porto, o livro “Picadas e caminhos da vida na Guiné”, da autoria de Fernando de Sousa Henriques (foi Alferes Milº de Operações Especiais/Ranger na CCAÇ 3545/BCAÇ 3883 e esteve em Canquelifá – Guiné em 1972/74).

Trata-se de um relato de viagem rocambolesca de retorno a um País – Guiné (Bissau) – passados que foram mais de 36 anos. Paralelamente, procura relembrar as vivências doutros tempos difíceis e “sofridos” em que, em nome do Dever, se combatia e sofria. Utilizando a terminologia e o calão da altura, descreve a viagem de um pequeno grupo que pretendia revisitar os locais onde cada um dos seus elementos tinha estado em tempo de Guerra.

Interessante o conjunto de situações e de coincidências que acabam por ter lugar naquele longo e intenso deambular por Terras do Fim do Mundo e onde foram recebidos calorosamente pelas suas Gentes. Já não há lugar para ódios ou racismo, mas sim para um apertar de mãos, como irmãos. Foi assim o encontro com antigos Combatentes, ainda vivos, independentemente do lado por que tinham combatido, que acabava invariavelmente em fortes e fraternos abraços.

Percorrendo as, outrora tão amadas como temidas, Picadas, refere continuamente pessoas a precisarem urgentemente de ajuda para ultrapassarem as condições de apenas sobrevivência em que vivem, à margem do Mundo – aquele mesmo onde se apregoa a solidariedade e a amizade entre as Pessoas e os Povos.

(http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/search?updated-max=2011-05-20T16%3A59%3A00%2B01%3A00&max-results=31)

domingo, 15 de maio de 2011

SEMANA DO AMIGO

Um amigo ligou a lembrar-me que esta semana era a Semana do Amigo. Como tal não posso deixar passar a semana sem me lembrar de todos os amigos combatentes de Avintes e desejar-lhes uma feliz semana e tambem lembrar todos os que já partiram, transcrevendo as palavras inscritas na lápide colocada no local reservado aos combatentes mortos no Ultramar no Cemitério Paroquial de Avintes que de tão profundas, tão intensas e tão sublimes nos fazem recordar com saudade todos os que já partiram e que nos diz: OS VOSSOS COMPANHEIROS DE ONTEM, PASSARAM POR CÁ HOJE, ESPERANDO ENCONTRAR-VOS AMANHÃ. monteiro

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CONVÍVIO 2011

Realizou-se no passado dia 16 de Abril o nosso 7º Convívio.

A concentração realizou-se no Largo Escultor Henrique Moreira. Partimos em cortejo em direcção à Igreja Paroquial, tendo a Fanfarra de Lever à frente, tocando marcha apropriadas. A Guarda Nacional Republicana garantiu a segurança, controlando a circulação automóvel.

Início do cortejo




A chegar à igreja


A entrar na igreja
  O Padre José Augusto celebrou Missa pelos combatentes já falecidos e, durante a homília, para além das palavras apropriadas ao momento, lançou-nos um desafio: que no próximo ano os Combatentes participem na Procissão do Senhor dos Passos, a exemplo do que acontecia nos anos 60, em que normalmente eram os combatentes acabados de regressar da Guerra de África, que transportavam os andores. A resposta a este desafio será dada já no próximo ano e certamente iremos ter a adesão de muitos Combatentes
Finda a Missa, o cortejo dirigiu-se ao Cemitério. Na essa principal foram proferidas algumas palavras pelo Combatente Francisco Lopes dos Santos e a Fanfarra efectuou o toque de silêncio.
Francisco L. Santos proferindo um breve discurso no cemitério

Toque de silêncio
Junto ao jazigo colectivo dos Combatentes onde em 30 de Abril de 2005 colocamos uma placa com a frase “Os vossos companheiros de ontem passaram por cá hoje esperando encontrar-vos amanhã”, foi depositada uma coroa de flores e o Combatente Dr. Joaquim Cardoso Magalhães fez um discurso alusivo ao momento. Depois foi feito o toque a caídos. Estes foram os momentos mais emocionantes para todos os Combatentes e familiares. No fim desta homenagem foi cantado, por todos, o Hino Nacional.

O Dr. Joaquim C. Magalhães discursando junto do jazigo dos Combatentes


No momento em que se contou o Hino Nacional

De seguida todos os Combatentes seguiram para o local do nosso Convívio. Teve a presença de 102 combatentes e ainda de 7 senhoras (esposas).




Durante o almoço foi entregue uma lembrança aos seguintes Combatentes:

      Francisco Lopes dos Santos
      Dr. Joaquim Cardoso Magalhães
      José Carlos Rodrigues Oliveira
      Manuel Augusto Baptista Oliveira
      Manuel Lino de Sousa Baptista

Estes Combatentes embarcaram para Angola em 1961. A lembrança era uma garrafa com um rótulo alusivo à data, com o desenho do paquete “Niassa” e a frase “50 anos da partida para o Ultramar”.

Receberam também esta lembrança os Combatentes que partiram ainda antes de 1961:

      João Marques de Oliveira – que havia seguido para a Índia, onde foi feito prisioneiro
      Joaquim Lopes dos Santos -quando começou a guerra já estava em Luanda (1959/61)



O Combatente Manuel Costa Monteiro, em nome da Organização, proferiu o discurso que já foi publicado no nosso blogue.


Antes de ser partido o bolo do nosso convívio foi efectuado o leilão das ofertas feitas pelos Combatentes e também um peditório, com a finalidade de se angariar fundos para que se torne possível vir a edificar, num futuro próximo, o MONUMENTO AOS COMBATENTES.

domingo, 8 de maio de 2011

SERAFIM DE SOUSA OLIVEIRA COIMBRA - Moçambique













Mensagem de Serafim de Sousa Oliveira Coimbra, 1º. Cabo Pára-quedista da 1ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas do BCP 32, com base em Nacala, Moçambique, 1973/75

Em 5 de Outubro de 1972 assentei praça no Regimento de Caçadores Pára-quedistas, em Tancos. Aqui fiz a recruta e a especialidade de pára-quedista. Fiz ainda o curso de combate para a guerra do Ultramar. Fui agraciado com a medalha de melhor instruendo neste curso. Nesta Unidade recebi a ordem de mobilização para Moçambique, integrando o BCP 32 – 1ª Companhia.


Entrega de medalha de melhor instruendo do curso de combate


Na formatura após receber a medalha








Fim do curso PQ já com a boina verde - o nosso símbolo máximo
 
O lema do BCP 32 - FAMOSA GENTE À GUERRA USADA

Foi Comandante da minha Companhia o Capitão Orlando Pires. Como Comandante do BCP 32 estava o Tenente Coronel PQ José António Jerónimo Gonçalves. Embarquei, no dia 14 de Junho de 1973,  num avião da Força Aérea Portuguesa com destino à Beira. No dia seguinte embarquei num avião Nord Ataltas com destino a Nacala,  sede do BCP 32. Logo no dia 16 entrei de imediato na actividade operacional normal na zona de Mueda.

Regresso ao acampamento depois de operação na Serra do Mapé


Saída para um heli-assalto à base Gugunhana, em Mueda

Durante uma operação no Planalto dos Macondes, em Mueda

Com dois rapazes sobreviventes de assalto a uma base inimiga, em Mueda
Ao fundo um bombardeiro T6


Na Unidade militar de Chai - de passagem para a Serra de Mapé

Coluna na picada entre Porto Amélia a Macomia
Participei em 62 operações, das quais 24 foram operações heli-transportadas. A maior parte das operações foram nas seguintes zonas: Mueda, Mocimboa do Rovuma, Vale Miteda, Sagal, Nangololo, Omar, Diaca, Nairoto, Nancatar, Antadora, Nangade, Macomia, Mataca, Chai e Serra do Mapé.

Dia de descanso - junto a um caça Fiat G91, na base de Mueda


Dia de descanso - junto a um Alouette 3, na base de Mueda




De serviço à cozinha - a descascar batatas, em Mueda

23Jan74-na véspera houve um grande ataque com
foguetões 122mm ao nosso acampamento de Mueda






















A última operação em que participei foi no resgate de uma Companhia de Caçadores que se encontrava com problemas, numa zona entre Sagal e Mueda.

Tive ainda como Comandante do BCP 32 o TC PQ Martins Veríssimo (até 19JUL74) o TC PQ Horácio Cerveira Alves Oliveira (até 16NOV74).

Devido a uma acção operacional na Serra do Mapé foi-me concedido um louvor e ainda, por distinção, a promoção a 1ª Cabo.



Na base de Mueda, com a minha arma MG 42

A competência e eficiência com que os Pára-quedistas do BCP 32 cumpriram em Moçambique as missões atribuídas, de 1967 a 1975, foi paga com a morte em combate de 18 pára-quedistas (16 soldados e 2 sargentos). A minha Companhia, em combate, sofreu  5 mortos e 7 feridos graves.

Aldeamento de Mataca, junto ao nosso acampamento
 
Os oito cabos PQ da 1ª Companhia  do BCP 32


Nunca vim de férias à Metrópole. As minhas férias foram gozadas em Lourenço Marques, Beira e Nampula.

Finda a comissão de serviço, regressei à Metrópole em Abril de 1975, tendo passado à disponibilidade em Outubro.

O BCP 32 foi extinto em 25 de Junho de 1975 com a chegada à Metrópole das últimas Companhias de Caçadores Pára-quedistas.



Estandarte do RCP
Regimento de Caçadores Pára-quedistas
em Tancos