domingo, 17 de julho de 2011

MULHERES VALOROSAS


Nunca deveremos esquecer as mulheres valorosas que nos deram sempre o seu apoio incondicional. Trata-se das enfermeiras pára-quedistas. As enfermeiras pára-quedistas que participaram na Guerra de África são:

 Capitão Enfermeira Pára-quedista, Eugénia Espírito Santo
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Francis Matias
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria de Lurdes Lobão
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria do Céu Esteves
Capitão Enfermeira Pára-quedista,Maria Ivone Reis
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria Manuela França
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria Natália Xavier
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Maria Rosa Mendes
Capitão Enfermeira Pára-quedista, Mariana Gomes
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Antonieta Ribeiro
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Aura Teles
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Maria Arminda Santos
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Maria Zulmira André (*) falecida
Tenente Enfermeira Pára-quedista, Maria Nazaré M. Andrade (*) falecida
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Amélia Reis Galvão (*) falecida
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Delfina Natividade Oliveira (*) falecida
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Ana Gertrudes Serrabulho
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Ana Maria Lemos
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Armandina Alferes Salgado
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Augusta Faustino Vieira
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Bernardo Vasconcelos
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Celeste Palma
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria de La Salete Lalli
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria de Lurdes Gravato
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria de Lurdes Mota
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria do Céu Policarpo
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria do Céu Matos Chaves
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Gracinda Rato
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Rosa Olivença
Alferes Enfermeira Pára-quedista, Maria Rosa Serra
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Dulce Baldroegas F. Rasgado
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Ercília da Conceição Pedro
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Júlia de Jesus Lemos
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Amália Reimão
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Aurelina Semedo
1º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Cristina Silva
2º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Giselda Pessoa
2º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria da Piedade Gouveia
2º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Emília Sousa
2º Sargento Enfermeira Pára-quedista, Maria Celeste Costa (*) falecida em combate)
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Maria de Lurdes Gomes
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Maria Natércia Neves
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Maria Soledade Guerreiro
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Octávia Fontes
Furriel Enfermeira Pára-quedista, Silvina Pacheco 





quarta-feira, 13 de julho de 2011

AS MULHERES - A MINHA HOMENAGEM

Transcrição de um texto publicado pelo nosso amigo Mário Gualter Pinto:

Gostaria de deixar uma homenagem às muitas mulheres que não estiveram fisicamente na guerra em África, e que hoje sofrem psicologicamente os seus efeitos, porque vivem em “estado de guerra” há mais de 40 anos, por estarem unidas, casadas aos seus companheiros e maridos, na saúde e sobretudo na doença que o nosso Estado teima ou não quer reconhecer.
Falo de stress pós-traumático de que sofrem muitos dos ex-combatentes contagiando com a sua doença os seus familiares mais próximos; mulheres, filhos e netos que convivem em comunhão com a doença, sem ajuda, sem apoio, sem um único reconhecimento de quem o devia fazer por obrigação moral e patriótica.

Para todas estas mulheres valorosas o meu profundo agradecimento.

Mário Gualter Rodrigues Pinto, ex-Fur Mil Atirador da CART 2519 - "Os Morcegos de Mampatá" (Guiné - Buba, Aldeia Formosa e Mampatá - 1969/71),

domingo, 10 de julho de 2011

AVINTES


Caros companheiros, começo hoje a postar no nosso blog fotos de lugares emblemáticos de Avintes, e começo não por um lugar mas uma quadra que simboliza as gentes de Avintes e que se encontra na fachada do edificio da Junta de Freguesia;

terça-feira, 5 de julho de 2011

DESPERTAR

Camaradas, Ex-combatentes, reparo que o nosso blog está parado, há já algum tempo que nada é postado para ser lido pelos camarigos de Avintes. Faço um apelo a todos vós que nos mandem noticias para que possamos postar no blog, mandem histórias, mandem contos, mandem narrativas das vossas vivências em terras africanas, pois só assim srá possivel que este seja um local de convivio e alegria, onde por muito poucos que escrevam, sejam lidos por muitos. Um abraço e fico a aguardar noticias. Monteiro

terça-feira, 31 de maio de 2011

ESQUECIDOS PELA PÁTRIA

"ESQUECIDOS PELA PÁTRIA" - Não deixem de ver, amanhã, 4ª feira, logo depois do Telejornal. Não são só os de pele branca que ainda hoje sofrem as consequências da Guerra de África. Há muitos negros que combateram ao nosso lado e que a Pátria desprezou.
Programa LINHA DA FRENTE, na RTP 1

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A GUERRA DE ÁFRICA - PUBLICAÇÕES

“DIAS DE CORAGEM E DE AMIZADE”
Chega esta Quinta-feira, dia 26, às livrarias, o livro “Dias de Coragem e de Amizade”.

Este livro reúne o testemunho de 50 antigos Combatentes que contaram ao jornalista Nuno Tiago Pinto, as suas experiências mais marcantes, numa altura em que se celebram os 50 anos do início da Guerra de África.


“PICADAS E CAMINHOS DA VIDA NA GUINÉ”
Foi apresentado no passado dia 20, no Museu Militar do Porto, o livro “Picadas e caminhos da vida na Guiné”, da autoria de Fernando de Sousa Henriques (foi Alferes Milº de Operações Especiais/Ranger na CCAÇ 3545/BCAÇ 3883 e esteve em Canquelifá – Guiné em 1972/74).

Trata-se de um relato de viagem rocambolesca de retorno a um País – Guiné (Bissau) – passados que foram mais de 36 anos. Paralelamente, procura relembrar as vivências doutros tempos difíceis e “sofridos” em que, em nome do Dever, se combatia e sofria. Utilizando a terminologia e o calão da altura, descreve a viagem de um pequeno grupo que pretendia revisitar os locais onde cada um dos seus elementos tinha estado em tempo de Guerra.

Interessante o conjunto de situações e de coincidências que acabam por ter lugar naquele longo e intenso deambular por Terras do Fim do Mundo e onde foram recebidos calorosamente pelas suas Gentes. Já não há lugar para ódios ou racismo, mas sim para um apertar de mãos, como irmãos. Foi assim o encontro com antigos Combatentes, ainda vivos, independentemente do lado por que tinham combatido, que acabava invariavelmente em fortes e fraternos abraços.

Percorrendo as, outrora tão amadas como temidas, Picadas, refere continuamente pessoas a precisarem urgentemente de ajuda para ultrapassarem as condições de apenas sobrevivência em que vivem, à margem do Mundo – aquele mesmo onde se apregoa a solidariedade e a amizade entre as Pessoas e os Povos.

(http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/search?updated-max=2011-05-20T16%3A59%3A00%2B01%3A00&max-results=31)

domingo, 15 de maio de 2011

SEMANA DO AMIGO

Um amigo ligou a lembrar-me que esta semana era a Semana do Amigo. Como tal não posso deixar passar a semana sem me lembrar de todos os amigos combatentes de Avintes e desejar-lhes uma feliz semana e tambem lembrar todos os que já partiram, transcrevendo as palavras inscritas na lápide colocada no local reservado aos combatentes mortos no Ultramar no Cemitério Paroquial de Avintes que de tão profundas, tão intensas e tão sublimes nos fazem recordar com saudade todos os que já partiram e que nos diz: OS VOSSOS COMPANHEIROS DE ONTEM, PASSARAM POR CÁ HOJE, ESPERANDO ENCONTRAR-VOS AMANHÃ. monteiro

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CONVÍVIO 2011

Realizou-se no passado dia 16 de Abril o nosso 7º Convívio.

A concentração realizou-se no Largo Escultor Henrique Moreira. Partimos em cortejo em direcção à Igreja Paroquial, tendo a Fanfarra de Lever à frente, tocando marcha apropriadas. A Guarda Nacional Republicana garantiu a segurança, controlando a circulação automóvel.

Início do cortejo




A chegar à igreja


A entrar na igreja
  O Padre José Augusto celebrou Missa pelos combatentes já falecidos e, durante a homília, para além das palavras apropriadas ao momento, lançou-nos um desafio: que no próximo ano os Combatentes participem na Procissão do Senhor dos Passos, a exemplo do que acontecia nos anos 60, em que normalmente eram os combatentes acabados de regressar da Guerra de África, que transportavam os andores. A resposta a este desafio será dada já no próximo ano e certamente iremos ter a adesão de muitos Combatentes
Finda a Missa, o cortejo dirigiu-se ao Cemitério. Na essa principal foram proferidas algumas palavras pelo Combatente Francisco Lopes dos Santos e a Fanfarra efectuou o toque de silêncio.
Francisco L. Santos proferindo um breve discurso no cemitério

Toque de silêncio
Junto ao jazigo colectivo dos Combatentes onde em 30 de Abril de 2005 colocamos uma placa com a frase “Os vossos companheiros de ontem passaram por cá hoje esperando encontrar-vos amanhã”, foi depositada uma coroa de flores e o Combatente Dr. Joaquim Cardoso Magalhães fez um discurso alusivo ao momento. Depois foi feito o toque a caídos. Estes foram os momentos mais emocionantes para todos os Combatentes e familiares. No fim desta homenagem foi cantado, por todos, o Hino Nacional.

O Dr. Joaquim C. Magalhães discursando junto do jazigo dos Combatentes


No momento em que se contou o Hino Nacional

De seguida todos os Combatentes seguiram para o local do nosso Convívio. Teve a presença de 102 combatentes e ainda de 7 senhoras (esposas).




Durante o almoço foi entregue uma lembrança aos seguintes Combatentes:

      Francisco Lopes dos Santos
      Dr. Joaquim Cardoso Magalhães
      José Carlos Rodrigues Oliveira
      Manuel Augusto Baptista Oliveira
      Manuel Lino de Sousa Baptista

Estes Combatentes embarcaram para Angola em 1961. A lembrança era uma garrafa com um rótulo alusivo à data, com o desenho do paquete “Niassa” e a frase “50 anos da partida para o Ultramar”.

Receberam também esta lembrança os Combatentes que partiram ainda antes de 1961:

      João Marques de Oliveira – que havia seguido para a Índia, onde foi feito prisioneiro
      Joaquim Lopes dos Santos -quando começou a guerra já estava em Luanda (1959/61)



O Combatente Manuel Costa Monteiro, em nome da Organização, proferiu o discurso que já foi publicado no nosso blogue.


Antes de ser partido o bolo do nosso convívio foi efectuado o leilão das ofertas feitas pelos Combatentes e também um peditório, com a finalidade de se angariar fundos para que se torne possível vir a edificar, num futuro próximo, o MONUMENTO AOS COMBATENTES.

domingo, 8 de maio de 2011

SERAFIM DE SOUSA OLIVEIRA COIMBRA - Moçambique













Mensagem de Serafim de Sousa Oliveira Coimbra, 1º. Cabo Pára-quedista da 1ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas do BCP 32, com base em Nacala, Moçambique, 1973/75

Em 5 de Outubro de 1972 assentei praça no Regimento de Caçadores Pára-quedistas, em Tancos. Aqui fiz a recruta e a especialidade de pára-quedista. Fiz ainda o curso de combate para a guerra do Ultramar. Fui agraciado com a medalha de melhor instruendo neste curso. Nesta Unidade recebi a ordem de mobilização para Moçambique, integrando o BCP 32 – 1ª Companhia.


Entrega de medalha de melhor instruendo do curso de combate


Na formatura após receber a medalha








Fim do curso PQ já com a boina verde - o nosso símbolo máximo
 
O lema do BCP 32 - FAMOSA GENTE À GUERRA USADA

Foi Comandante da minha Companhia o Capitão Orlando Pires. Como Comandante do BCP 32 estava o Tenente Coronel PQ José António Jerónimo Gonçalves. Embarquei, no dia 14 de Junho de 1973,  num avião da Força Aérea Portuguesa com destino à Beira. No dia seguinte embarquei num avião Nord Ataltas com destino a Nacala,  sede do BCP 32. Logo no dia 16 entrei de imediato na actividade operacional normal na zona de Mueda.

Regresso ao acampamento depois de operação na Serra do Mapé


Saída para um heli-assalto à base Gugunhana, em Mueda

Durante uma operação no Planalto dos Macondes, em Mueda

Com dois rapazes sobreviventes de assalto a uma base inimiga, em Mueda
Ao fundo um bombardeiro T6


Na Unidade militar de Chai - de passagem para a Serra de Mapé

Coluna na picada entre Porto Amélia a Macomia
Participei em 62 operações, das quais 24 foram operações heli-transportadas. A maior parte das operações foram nas seguintes zonas: Mueda, Mocimboa do Rovuma, Vale Miteda, Sagal, Nangololo, Omar, Diaca, Nairoto, Nancatar, Antadora, Nangade, Macomia, Mataca, Chai e Serra do Mapé.

Dia de descanso - junto a um caça Fiat G91, na base de Mueda


Dia de descanso - junto a um Alouette 3, na base de Mueda




De serviço à cozinha - a descascar batatas, em Mueda

23Jan74-na véspera houve um grande ataque com
foguetões 122mm ao nosso acampamento de Mueda






















A última operação em que participei foi no resgate de uma Companhia de Caçadores que se encontrava com problemas, numa zona entre Sagal e Mueda.

Tive ainda como Comandante do BCP 32 o TC PQ Martins Veríssimo (até 19JUL74) o TC PQ Horácio Cerveira Alves Oliveira (até 16NOV74).

Devido a uma acção operacional na Serra do Mapé foi-me concedido um louvor e ainda, por distinção, a promoção a 1ª Cabo.



Na base de Mueda, com a minha arma MG 42

A competência e eficiência com que os Pára-quedistas do BCP 32 cumpriram em Moçambique as missões atribuídas, de 1967 a 1975, foi paga com a morte em combate de 18 pára-quedistas (16 soldados e 2 sargentos). A minha Companhia, em combate, sofreu  5 mortos e 7 feridos graves.

Aldeamento de Mataca, junto ao nosso acampamento
 
Os oito cabos PQ da 1ª Companhia  do BCP 32


Nunca vim de férias à Metrópole. As minhas férias foram gozadas em Lourenço Marques, Beira e Nampula.

Finda a comissão de serviço, regressei à Metrópole em Abril de 1975, tendo passado à disponibilidade em Outubro.

O BCP 32 foi extinto em 25 de Junho de 1975 com a chegada à Metrópole das últimas Companhias de Caçadores Pára-quedistas.



Estandarte do RCP
Regimento de Caçadores Pára-quedistas
em Tancos

sexta-feira, 29 de abril de 2011

MANUEL DA SILVA PEREIRA - Angola

                                







Mensagem de Manuel da Silva Pereira, 1º Cabo Mecânico de Viaturas Auto, CPM 497 e CPM 765, em São Salvador do Congo e em Luanda, Angola, 1964/67

Fiz a inspecção em 19 de Julho de 1963 e fiquei apurado para todo o serviço militar. Fui incorporado em 11 de Janeiro de 1964 no RAP 2, Regimento de Artilharia Pesada 2, na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, tendo neste mesmo dia feito exames psicotécnicos para condução-auto no CICA 1, Centro de Instrução e Condução Auto 1, no Porto e fui considerado apto.

Em 1 de Abril de 1964 fui colocado no CDMM, no Entroncamento.
Frequentei a Escola de Recrutas e Instrução Complementar, tendo obtido a classificação de 14,76 valores e sendo escolhido para a promoção a Cabo.

Em 30 de Agosto de 1964 fui colocado no RC 6, Regimento de Cavalaria 6, no Porto e em 30 de Setembro terminei os 30 dias de Escola. Aqui recebi a indicação de que tinha sido nomeado para comissão militar em Angola.

No dia 25 de Outubro de 1964 embarquei no paquete Príncipe Perfeito (navio de passageiros; nesta viagem era o único militar a bordo) com destino a Angola. Nesta data fui promovido a 1º Cabo, contando a antiguidade desde 16 de Maio. Desembarquei em Luanda no dia 2 de Novembro e fui colocado no ASMA, nesta cidade.

Príncipe Perfeito - inaugurado em 1961 e com capacidade para 1.000 passageiros

Durante a comissão de serviço em Angola estive colocado na CPM 497, Companhia de Polícia Militar 497 e fazia parte de um pelotão que esteve deslocado em São Salvador do Congo, durante seis meses.


São Salvador do Congo - gibóia com sete metros























Em 11 de Janeiro de 1967 passei à primeira classe de comportamento por ter completado 36 meses de serviço sem qualquer pena.

Ao fim de seis meses em São Salvador do Congo, fui colocado em Luanda, na CPM 765, Companhia de Polícia Militar 765, “Lanceiros de Angola”. Fiquei em Luanda até ao fim da comissão.

São Salvador do Congo - com o meu pelotão

Durante a comissão de serviço em Angola foram-me atribuídos dois louvores:

“Louvado pelo Exmo. Comandante da CPM 765 pelos excelentes serviços prestados nos 17 meses em que prestou serviço nesta CPM, no campo da sua actividade. Ao seu interesse, zelo e notável esforço, se deve em grande parte o estado operacional, em índice elevado, das viaturas da CPM. Por tudo isto, pelo seu constante desejo de bem servir, pelo seu aprumo e correcção, tornou-se o 1º Cabo Pereira merecedor do apreço e estima do Comandante da CPM e pelo seu procedimento merece ser apontado como exemplo a todos os seus camaradas”. (Ordem de Serviço nº 42 de 18FEV67, do BMM).


              
“Louvado pelo Exmo. Comandante do BMM, por no dia 27FEV67, tendo encontrada abandonada na caserna uma carteira que continha, além de documentos diversos, a importância de 1.000$00 (mil escudos), prontamente dela fez entrega ao Senhor Oficial de Dia, que a entregou ao seu proprietário depois de identificado. Por esta atitude demonstrou a firmeza da sua formação moral, tanto mais de realçar, quando no dia imediato embarcou para a Metrópole por ter terminado a sua comissão de serviço, tornando-se assim digno de ser apontado como exemplo de virtudes cívicas e militares”. (Ordem de Serviço nº 55 de 06MAR67, do BMM).


Cartões de identidade das CPM 497 e 765

Em 28 de Fevereiro de 1967 embarquei de regresso à Metrópole, desta vez no navio Vera Cruz, juntamente com várias Companhias que regressavam, tendo chegado a Lisboa no dia 9 de Março. Trouxe comigo uma macaca, a que chamávamos Chica, e que viveu em nossa casa até à sua morte. Deixou-nos muitas saudades e belas recordações.


Com a Chica - ao fundo a baía de Luanda

Passei à disponibilidade no dia 7 de Abril de 1967.

Quando parti para Angola já era casado (casei em 1 de Agosto de 1964). Sou natural de Oliveira do Douro mas vivo em Avintes desde 1971. Tenho dois filhos e dois netos. O meu passatempo favorito é, sempre que possível, viajar por Portugal.

Para qualquer contacto os meus telefones são 227 831 018 e 919 367 556.
A minha morada é:
Rua Amélia Margarida Borges, 41
4430-765 Avintes
                            



quinta-feira, 28 de abril de 2011

HENRIQUE GONÇALVES COSTA - Angola









Mensagem de Henrique Gonçalves Costa, Soldado Condutor Auto Rodas, que pertenceu ao Pelotão de Intendência 1220, Nóqui, Angola, 1967/69, com data de 18 de Abril de 2011

Assentei praça no dia 8 de Agosto de 1966, no RAL 2, em Coimbra, onde fiz a recruta.

Em 2 de Outubro de 1966 fui colocado no RAP 3, regimento de Artilharia Pesada 3, na Figueira da Foz,

Em 20 de Novembro de 1966 fui colocado no GATA, Trem Auto, em Lisboa, onde tirei a especialidade de Condutor Auto Rodas. Depois de concluída a especialidade fui colocado na Garagem Militar, na Avenida Fontes Pereira de Melo, também em Lisboa.

Em 19 de Maio de 1967 saiu a ordem de mobilização e fui transferido para o 2º GCAM, em Alvalade, Lisboa.

Em 8 de Julho de 1867 embarquei no “Vera Cruz” rumo a Angola, incorporado no Pelotão de Intendência nº 1220, tendo chegado a Luanda no dia 17 de Julho.

Segui então com destino à localidade de Nóqui, ficando o meu pelotão PI 1220 integrado no Batalhão de Artilharia 1922. Recordo, pelas suas qualidades, o Capitão Barão da Cunha, e que era o oficial de Operações desta Unidade.

Posto avançado de Artilharia

Monumento dos emblemas












O futebol era a actividade que ocupava grande parte dos meus tempos livres, fazendo parte de uma das seis equipas (CCS, CART 1725, CART 1726, CART 1727, CCAÇ 1737 e Adidos) que participavam no campeonato organizado pelos Magriços do BART 1922 e que se realizavam, ao longo do ano, no quartel.



Festa no dia dos meus 21 anos



Armazém no Congo Belga












Felizmente a comissão decorreu sem grandes problemas. O momento em que tive mais receio aconteceu num dia em que, resultado do atraso do reabastecimento de géneros, principalmente da falta de farinha para fazer pão, me foi dada a missão de me deslocar a um armazém para fazer a troca de um saco de feijão por dois sacos de farinha. O armazém situava-se no Congo Belga e tive de atravessar a fronteira juntamente com um elemento da população que me indicou o caminho. Fiquei mais sobressaltado quando estava a ver já o armazém e a sua porta de entrada na frente (como se pode ver na fotografia) e o guia me disse que tinha de seguir em frente (para onde é que este indivíduo me está a levar?), circundar o armazém passando pelas suas traseiras para entrar pela porta da frente. Ainda hoje me pergunto porque é que tive de dar a volta.
Na fronteira com o Congo Belga
























Pelo Comandante do BIA foi-me atribuído um louvor.

“Louvado pelo Exmo. Senhor Comandante do BIA – Batalhão de Intendência de Angola, em 29 de Outubro de 1968, pelo grande interesse e dedicação que tem demonstrado pela viatura que lhe está distribuída, não se poupando a esforços para que a mesma se apresente sempre da melhor maneira, tanto em limpeza como em condições de serviço. Todas estas qualidades aliadas à sua educação e aprumo o tornam exemplo digno de ser seguido pelos seus camaradas e o impõem à consideração e estima de iguais e superiores.” (Ordem de Serviço 53 do PI 1220, Pelotão de Intendência nº 20, de 4 de Novembro de 1968).


A viatura que me estava distribuída

Em 8 de Setembro de 1969 embarquei em Luanda, de novo a bordo do Vera Cruz, com destino a Lisboa, tendo chegado no dia 17 de Setembro.


Continuo a viver em Avintes, estou "reformado" mas continuo activo. Tenho dois filhos.